Quanto custa um inventário na Bahia? ITCMD, custas e honorários

Depois da perda de um ente querido, uma das primeiras dúvidas da família é: quanto vai custar o inventário? A resposta honesta é: depende do valor dos bens, do tipo de inventário e, principalmente, da rapidez com que a família age. Neste artigo, explicamos cada custo em detalhes.

1. O ITCMD: o imposto estadual sobre a herança

O ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação) é cobrado pelo Estado da Bahia sobre o valor dos bens transmitidos aos herdeiros. Na Bahia, a alíquota sobre heranças é de 3,5% sobre o valor de mercado dos bens apurado pela Secretaria da Fazenda.

Exemplo prático: em uma herança composta por uma casa avaliada em R$ 300.000, o imposto seria de aproximadamente R$ 10.500. Esse valor precisa ser pago para que a partilha seja concluída e os bens transferidos para o nome dos herdeiros.

Atenção ao prazo de 60 dias

O atraso na abertura do inventário gera multa sobre o ITCMD, além de juros. Quanto mais a família espera, mais cara fica a conta. Não deixe para depois.

Calcular os custos do meu inventário

2. Custas de cartório ou custas judiciais

O caminho escolhido para o inventário muda a natureza dos custos:

Para saber qual caminho é possível no seu caso, veja nosso artigo sobre o inventário extrajudicial em cartório.

3. Honorários advocatícios

A presença de advogado é obrigatória por lei em qualquer inventário, inclusive no cartório. Os honorários são ajustados conforme a complexidade do caso: quantidade de bens e herdeiros, existência de dívidas, necessidade de regularizar imóveis e eventual conflito entre os familiares.

A Tabela de Honorários da OAB/BA serve como referência de valores mínimos. Desconfie de promessas de inventário "quase de graça": patrimônio de família exige condução técnica, e erros na partilha podem custar muito mais caro depois.

4. Custos extras que pegam famílias de surpresa

É possível parcelar ou reduzir os custos?

Sim, em muitos casos. A depender da situação da família, é possível parcelar o ITCMD junto à SEFAZ-BA, pedir gratuidade de justiça no inventário judicial quando a família não tem condições de pagar as custas, e usar valores da própria herança (como saldo bancário liberado por alvará) para custear o processo.

Um planejamento bem feito no início evita retrabalho, multas e conflitos. É exatamente isso que fazemos: um mapa completo dos bens, custos e caminho mais econômico antes de dar o primeiro passo.

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