O CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais) é o extrato oficial da sua vida de trabalho: é nele que o INSS confere quanto tempo você contribuiu e sobre quais salários. O problema? É raríssimo encontrar um CNIS sem erro, e cada erro não corrigido significa aposentadoria menor ou negada.
Antes de apertar qualquer botão no Meu INSS, você precisa saber o que procurar nesse extrato. Veja os erros mais comuns e como resolvê-los.
Os 5 erros mais comuns no CNIS
- Vínculo sem data de saída ("em aberto"): o sistema mostra que você "ainda trabalha" numa empresa que deixou há anos. O INSS pode desconsiderar parte desse período ou travar a análise do benefício.
- Salários zerados ou menores que os reais: se a remuneração não aparece, o INSS usa valores mínimos no cálculo, e a sua média despenca.
- Vínculo que simplesmente não aparece: empregos antigos, especialmente anteriores a 1990, muitas vezes não foram importados para o sistema.
- Empresa que não repassou as contribuições: aqui está uma das injustiças mais comuns. Se você trabalhou registrado, a obrigação de recolher era do empregador, e você não pode ser prejudicado pela dívida dele. Com a carteira assinada e outras provas, o período conta.
- Indicadores de pendência (siglas como PEXT, PREC-MENOR-MIN, AEXT-VI): avisos técnicos que precisam ser tratados um a um antes do pedido.
Como corrigir o CNIS na prática
A correção é feita por meio de um requerimento de atualização de vínculos e remunerações, acompanhado de provas. Os documentos mais poderosos são:
- Carteira de trabalho (CTPS), física ou digital;
- Contracheques e recibos de pagamento;
- Extrato do FGTS (que registra os depósitos do empregador);
- Termo de rescisão e contratos de trabalho;
- Sentença da Justiça do Trabalho, se o vínculo foi reconhecido judicialmente. Atenção: vitória na Justiça do Trabalho não entra sozinha no CNIS. É preciso requerer a inclusão no INSS.
Para quem contribui por conta própria (autônomos e MEI), os erros costumam estar nos códigos e valores das guias. Em alguns casos, é possível complementar ou recolher em atraso, desde que se comprove a atividade da época, e transformar períodos "perdidos" em tempo de contribuição válido.
Trabalhou na roça ou em condições insalubres? O CNIS não mostra isso
Dois direitos valiosos nunca aparecem automaticamente no extrato: o tempo rural (inclusive o trabalho em regime de economia familiar na juventude, comum aqui no Extremo Sul da Bahia) e o tempo especial por exposição a ruído, produtos químicos ou agentes biológicos. Esses períodos precisam ser reconhecidos com documentação própria, e podem antecipar a sua aposentadoria em anos. Falamos sobre isso em detalhes no artigo sobre aposentadoria rural por idade.
Por que corrigir antes de pedir o benefício?
Quando o pedido é feito com o CNIS errado, o INSS calcula com base no que está lá, e o prejuízo pode se tornar definitivo se você sacar o benefício sem perceber o erro. Corrigir depois exige recursos, revisões e, muitas vezes, anos de espera. A ordem certa é: primeiro arrumar o extrato, depois pedir, como explicamos no artigo sobre os riscos de pedir aposentadoria pelo aplicativo.
Seu extrato do INSS conta a sua história de verdade?
Cada vínculo esquecido é dinheiro que fica na mão do governo. Fale com a nossa equipe em Teixeira de Freitas e coloque o seu CNIS em ordem.
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