Uma das práticas mais lucrativas (e desonestas) dos grandes bancos e empresas é a cobrança de pequenas taxas embutidas no seu extrato bancário ou fatura do cartão de crédito. Por serem valores pequenos, muita gente não percebe ou acha que "não vale a pena" brigar por isso.
Nomes como "Tarifa de cesta básica", "Seguro prestamista", "Títulos de capitalização" ou "Avaliação Emergencial de Crédito" muitas vezes são empurrados para o consumidor sem nenhuma autorização prévia e clara.
O Direito à Devolução em Dobro (Art. 42 do CDC)
O Código de Defesa do Consumidor é um escudo poderoso contra essas tarifas ocultas. A regra é clara: se a empresa cobrou um valor indevido e você chegou a pagar por ele, a lei garante o direito de receber de volta o valor igual ao dobro do que você pagou em excesso, sempre acrescido de correção monetária e juros.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já decidiu que não é mais necessário comprovar que o banco agiu de "má-fé". A lógica é simples: se a cobrança é indevida e não resulta de um "engano justificável", a instituição financeira tem a obrigação legal de pagar a devolução dobrada.
De quem é a obrigação de provar o contrato?
Muitas pessoas têm medo de processar o banco por acharem que assinaram algo sem ler. Mas, no Direito do Consumidor, existe a inversão do ônus da prova. Ou seja: a obrigação de provar não é sua, é do banco!
Se você diz que não contratou aquele seguro de R$ 19,90 por mês, é o banco que deverá apresentar um contrato físico assinado por você ou a gravação telefônica nítida onde você concorda com o desconto. Se eles não tiverem essa prova (e quase nunca têm), eles perdem a causa.
Ações de Fraude Bancária (Pix, Clonagem e Golpes)
Além das tarifas indevidas, se a sua conta foi fraudada, sofreu descontos via Pix não reconhecido ou se abriram empréstimos no seu nome por falha de segurança do aplicativo do banco, a situação é ainda mais grave.
- As instituições financeiras respondem objetivamente (Súmula 479 do STJ) por fraudes e delitos praticados por terceiros dentro de suas plataformas.
- Se um golpista esvaziou a sua conta, o banco é responsável por não ter bloqueado transações que fugiam completamente do seu perfil de uso.
Não deixe dinheiro na mesa para o banco
No escritório Nicolly Passos Advocacia, temos expertise em litígios contra o sistema financeiro. Atuamos com firmeza para fazer com que os bancos respeitem os limites do seu dinheiro e paguem pelas falhas de segurança de seus sistemas.
Você tem dinheiro escondido para recuperar?
Envie as fotos das suas faturas ou extratos bancários para nossa análise confidencial. Vamos buscar cada centavo que o banco tirou de você indevidamente.
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